Time tem nova postura, mas empata novamente

Publicado por: Equipe ANR | Categoria: Crônica | em: 04-09-2010

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O gol, depois de três jogos, saiu, mas a vitória ainda não veio. Na primeira partida sob comando de Arthur Bernardes, o America apresentou evolução, muita vontade e bom futebol, principalmente no primeiro tempo, mas ficou no 1 a 1 com o Boavista devido em boa parte às injustas expulsões de Bruno Reis e Robertinho.

Alex Dias (na foto com Vinícius), de pênalti, marcou o gol rubro e, da mesma forma, o time da Região dos Lagos igualou, com Roger. Arhtur Bernardes terá uma semana para treinar a equipe até a próxima partida, no sábado (11), diante do Goytacaz, em Campos.

Debaixo de muito calor, o America apostou nas jogadas pelas laterais do campo, e com Da Costa novamente muito inspirado, ameaçou já aos seis minutos. O lateral-esquerdo pegou rebote na entrada da área e chutou forte, por cima do gol. O Boavista ameaçou aos 15, em cobrança de falta direta que Cléber espalmou.

Dez minutos depois, Robertinho mostrou que sua estreia relâmpago, depois de apenas um treino, era acertada. O lateral-direito avançou pela ponta, cruzou para o meio da área e o volante Bruno colocou a mão na bola: pênalti que Alex Dias, com muita segurança, bateu e converteu. Aos 36, Da Costa pegou na ponta esquerda, disparou pelo meio e soltou uma bomba de direita, que expodiu no travessão.

O America voltou para a segunda etapa desfalcado de Ronan, que fez grande partida, mas saiu com uma lesão no tornozelo. Em seu lugar, Edson manteve a segurança que originou a primeira boa chance, aos 11 minutos, em contra-ataque puxado por Vinícius que terminou em chute forte de Alex Dias para outra boa defesa do goleiro Vander. Sete depois, foi a vez de Hugo receber passe de Bruno Reis e chutar por cima do gol. Pouco depois, Fabiano passou mal em campo e teve de ser substituído.

Aos 32 minutos, o árbitro Leandro Newley deu vantagem ilegal no lance que posteriormente gerou pênalti de Da Costa, convertido por Roger. Nos dez minutos seguintes, o Mecão perdeu Bruno Reis expulso injustamente, após falta leve, e Robertinho, com o segundo cartão amarelo. Sem opções, Arthur Bernardes gastou sua última alteração colocando Bruno Santos para segurar a lateral, mas o time ainda teve uma grande chance em cabeçada à queima-roupa de Ávalos que Vander espalmou para fora.

O empate manteve o America na terceira posição do grupo, empatado em pontos com o Goytacaz, que derrotou o Olaria por 2 a 1 em casa. Os líderes são o Madureira e o Boavista, com quatro cada.

A partida

Estádio Giulite Coutinho (Mesquita-RJ)

Árbitro: Leandro Newley

Assistentes: Marcelo Braz Mariano e Andréa Izaura Marcelino de Sá

America: Cléber; Robertinho, Ávalos, Ronan (Edson) e Da Costa; Mael, Joziel, Bruno Reis e Vinícius; Alex Dias (Bruno Santos) e Fabiano (Hugo). Técnico: Arthur Bernardes

Boavista: Vander; Davi, Brito, Leonardo (Itaguaí) e Gabriel Souza; Fidelis, Bruno, Vitor Castro e Roger; Juninho (Paulo Henrique) e Lydson (Diego Dantas). Técnico: Marcelo Rodrigues

Gols: Alex Dias (pên – 26′/1ºT) – AFC / Roger (pên – 32′/2ºT) – BOA

Cartões amarelos: Robertinho e Da Costa (AFC) / Davi, Gabriel Souza, Bruno e Roger (BOA)

Cartões vermelhos: Robertinho e Bruno Reis (AFC) / Bruno (BOA)

America empata outra vez sem gols

Publicado por: Vitor Costa | Categoria: Crônica, Noticias | em: 01-09-2010

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Com um futebol burocrático, o America decepcionou e empatou pela terceira vez seguida. No Giulite Coutinho, a equipe rubra não saiu de um empate em 0 a 0 com o Madureira, pela segunda rodada da Copa Rio, e caiu para a terceira colocação do Grupo C, com dois pontos.

Debaixo de sol forte, as equipes não conseguiram desenvolver o futebol e fizeram um jogo ruim. As melhores chances do America surgiam com jogadores que vinham de trás. A melhor delas foi com Da Costa, aos 25 minutos, quando ele mandou uma bomba de direita que tirou tinta.

Satisfeito com o resultado, o Madureira pouco atacava, e no segundo tempo pouca coisa mudou. Mas, aos 12 minutos, o America teve um pênalti a seu favor que poderia mudar o rumo do jogo. Mas, Fabiano chutou e o goleiro defendeu outra vez, assim como no jogo contra o Olaria.

Aos 16, mais uma chance incrível. Bruno Reis cruzou pela direita e o lateral Da Costa apareceu livre, dentro da pequena área. De carrinho, ele acabou jogando a chance pra fora.

Pressionado, o técnico Gabriel Vieira tentava fazer o time jogar e tirou o estreante Bruno Marins para a entrada de Bruno Santos, soltando o lateral Da Costa para o meio-campo, já que o mesmo fazia boa atuação. Mas a modificação não deu certo, e o placar terminou em zero a zero.

Com mais um empate, Gabriel deixou o cargo de técnico do clube. Em seu lugar, entra Arthur Bernardes, que tem passagens por Atlético Mineiro, Botafogo e Fluminense. Ele estreia já neste sábado (4), contra o Boavista, novamente no Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita.

A partida

Estádio Giulite Coutinho (Mesquita-RJ)

Árbitro: Agnaldo Xavier Farias
Assistentes: Julio Campana de Carvalho e Wander Luiz da Conceição

America: Cleber; Thiago Maciel, Ávalos, Ronan e Da Costa; Mael, Marcio Gomes (Joziel), Bruno Reis e Bruno Marins (Bruno Santos); Hugo (Renan Silva) e Fabiano. Técnico: Gabriel Vieira.

Madureira: Jeferson; Ricardo, Pessanha, Thiago Soares e Baiano; Caio Cezar, Jeffinho (Danilo), Paulo Roberto e Alex; Jo (Luiz Eduardo) e Obina. Técnico: Antônio Carlos Roy.

Cartões amarelos: Thiago Maciel, Ávalos, Ronan, Bruno Reis, Joziel e Renan Silva (AFC); Caio Cezar e Alex (MAD).

Público: 80 pagantes (130 presentes)
Renda: R$ 605,00

America e Olaria ficam no zero na Bariri

Publicado por: Vitor Costa | Categoria: Crônica, Noticias | em: 28-08-2010

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Da Costa tenta passar pela marcação
Da Costa é marcado por dois jogadores: Olaria jogou todo atrás – Foto: Bernardo Mallet

Olaria e America fizeram, neste sábado (28), um 0 a 0 fraco na Rua Bariri. Em um jogo praticamente sem emoções, o empate sem gols não foi surpreendente para quem assistiu, mas poderia não ter acontecido se as equipes não tivessem perdido um pênalti cada.

Pela falta de criatividade e pela satisfação do time da casa com o empate, o jogo não fluía e as duas equipes praticamente não tiveram chances claras. Na etapa inicial, o America chegou apenas em uma arrancada de Da Costa, mas o lateral bateu para fora.

Ainda na etapa inicial, pouco depois da parada técnica, Gabriel Vieira tirou o volante Joziel, que atuava na lateral-direita, e colocou o atacante Felipe, voltando ao esquema 4-3-3 utilizado na disputa da Série D e deslocando Márcio Gomes para a posição.

Mesmo assim, a partida não andava e o resultado desagradou a todos os presentes na Rua Bariri, que ficaram na expectativa de um segundo tempo melhor. Expectativa que não se concretizou, pois nada mudou no panorama do jogo na etapa complementar.

Apesar do jogo preso no meio-campo, as equipes ainda tiveram duas chances que poderiam matar o jogo. Aos oito minutos, Renato Cardoso meteu a mão na bola dentro da área. Pênalti que Fabiano bateu fraco e no meio do gol, e o goleiro Henrique pegou com o pé.

Dois minutos depois, o estreante Ronan também botou a mão na bola. Mais um pênalti. Renato Cardoso bateu e Cléber foi no cantinho para fazer a defesa sem dar rebote. O goleiro rubro ainda foi exigido em outros dois lances nos minutos seguintes.

Insatisfeito com a retranca do Olaria e sem conseguir furar o bloqueio defensivo do time da casa, o técnico Gabriel Vieira colocou mais um atacante. Alex Dias entrou no lugar de Bruno Reis e o time partiu para um 4-2-4, fazendo pressão em cima do adversário.

O America chegou perto de abrir o placar em uma cabeçada de Fabiano, após cruzamento de Felipe. O goleiro Henrique fez milagre. E foi só: Olaria 0, America 0, placar final na Rua Bariri.

Com o resultado, o America conquistou seu primeiro ponto no Grupo C. O líder é o Madureira, que bateu o Goytacaz por 2 a 1 na Conselheiro Galvão. Madureira que é o próximo adversário rubro, nesta quarta-feira (01/09), às 15h, no Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita.

Coluna do Embaixador – XLVII

Publicado por: Edu Campos Salles | Categoria: Crônica | em: 25-08-2010

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“Tenham todos uma boa noite”

É com essa frase dita no final do jogo pelo locutor oficial do América Football Club que começo esta coluna. Não sei se o dono do microfone rubro teve noção do que falara. Certo era que naquele domingo, nenhum americano teria uma noite agradável. Bola fora da voz do estádio. Ou talvez não. Talvez tenha parado no tempo, se robotizado. É tão natural que chega a ser mórbido. O América perde tempo e se perde no tempo. Ainda segura uma âncora amarrada em seu pescoço em 1987, por seus dirigentes principalmente.

Após 23 anos, o América não sai do lugar. Enquanto seus rivais avançam, o diabo segue na pasmaceira. Quando caiu, subiu. Só no Cariocão. Mas e no Brasileiro? Essa administração tem seus acertos, mas por incrível que pareça peca os mesmos pecados de administrações anteriores. E isso é imperdoável. Toda administração tem como objetivo ser melhor que a anterior, seja em qualquer esfera política. Seja em clubes, empresas, administração pública, enfim. Errar e continuar errando é lamentável. E é isso que vimos e que provavelmente veremos ainda. Com todo respeito que tenho pela Copa Rio, ela não alimenta meus sonhos.

Talvez o locutor esteja certo. Tenham todos uma boa noite, aqueles que não levaram a sério a Quarta divisão nacional. Tenham todos uma boa noite, a administração que só respeitou minimamente o seu torcedor no terceiro e ultimo jogo em casa. Tenham todos uma boa noite, o responsável para armar um time que perdeu uma vaga no saldo de gols, após duas goleadas sofridas por 4 tentos. Tenham todos uma boa noite, quem montou um time para participar de um torneio por 40 dias. Para subir é preciso 1% de competência, no mínimo. Tenham todos uma boa noite, quem não conseguiu comprar o uniforme oficial, prometido para o segundo jogo, e que provavelmente nem comprará. Tenham todos uma boa noite, inclusive o técnico que defendia que o time só alcançaria o 100% no decorrer da competição.

A cortina se fecha mais uma vez e o América, como de costume, não permanecerá em cartaz. Tão vergonhoso quanto nossa participação em 2006. Tenham todos uma boa noite, quem acha que vamos subir no ano que vem. Esse ano que vem não chega há 23 anos.

Como posso ter uma boa noite? Esperança, o mascote, já nasce morto. Termino a coluna revisando minhas palavras. Não sei o que aquele senhor bradou, mas ser covardemente atacado por um grupo de corajosos é revoltante. Ir aos jogos do América se tornou perigoso. É melhor dar um tempo.

Fim de sonho

Publicado por: Vitor Costa | Categoria: Crônica, Noticias | em: 23-08-2010

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Aconteceu o que muitos temiam: o America está eliminado da Série D do Campeonato Brasileiro. Com uma atuação burocrática, o time não foi capaz de vencer o Uberaba, dentro de casa e com quase dois mil torcedores no Estádio Giulite Coutinho, e ficou no empate por 1 a 1.

Na classificação final, os rubros terminaram na terceira colocação, com dez pontos, mas com saldo de gols de -1, enquanto o Rio Branco terminou com +2, o que mostra a diferença que fez para os capixabas o fato de terem goleado o America por 4 a 1, ainda na 4ª rodada.

Sem criatividade, o America não conseguiu furar o bom sistema defensivo do Uberaba e simplesmente não conseguia chegar ao gol adversário. Tanto que a primeira chance surgiu aos 28 minutos, na bola aérea. Wellington cabeceou firme e o goleiro Fernando pegou.

Os rubros não conseguiam encontrar o jogo escondido e os mineiros iam aos poucos gostando da partida, chegando com perigo e tocando a bola cada vez mais para frente. Aparentemente nervoso, o America não conseguia se soltar em campo e tinha poucas chances.

No lance de mais perigo do primeiro tempo, aos 39 minutos, Vinícius fez uma linda jogada pela esquerda e mandou a bomba. A bola explodiu no travessão. O suficiente para o meia chamar a apreensiva torcida para o jogo, buscando apoiar os jogadores que não conseguiam abrir o placar.

Precisando do gol o quanto antes, o America se soltou, apesar de ter perdido Wellington por lesão no nariz. Seu substituto, Fabiano, foi quem abriu o placar aos 20 minutos. Depois de jogada de Vinícius, a bola ficou nos pés de Bruno Reis, que cruzou na cabeça do atacante.

Não deu tempo nem de comemorar. Na saída de bola, o Uberaba chegou facilmente ao ataque e empatou o jogo. Após cruzamento pela esquerda, a bola desviou em Evandro e sobrou para Ivonaldo. O lateral errou o chute e, exatamente por isso, enganou o goleiro Cléber: 1 a 1.

Após o gol, o America buscou o gol da vitória na raça, que não faltou durante o jogo, mas não conseguiu chegar. Fechado, o Uberaba conseguiu assustar mais do que o próprio America, em contra-ataques isolados, e o placar de 1 a 1 acabou sendo triste, porém justo.

A partida

Estádio Giulite Coutinho (Mesquita-RJ)

Árbitro: Antônio Rogério Batista do Prado (SP)
Assistentes: João Nobres Chaves e Marco Motta Jr.

America: Cléber; Thiago Maciel (Nélio), Ávalos, Luiz Antônio e Da Costa; Joziel, Mael, Bruno Reis e Vinícius (Felipe). Hugo e Wellington (Fabiano). Técnico: Gabriel Vieira.

Uberaba: Fernando; Max Taylor, Luciano e Rogerio; Ivonaldo, Maxsuel, Gabriel, Fabiano Souza (Marcel) e Fabiano; André Nascimento (Evaldo) e Augusto César (Flávio). Técnico: Marcelo Birigui.

Gols: Fabiano (20′/2ºT) – AFC / Ivonaldo (21′/2ºT) – UBE

Cartões amarelos: Hugo e Vinícius – AFC / Luciano e Fabiano Souza – UBE

Público: 1.703 presentes
Renda: R$ 9.695,00

Coluna do Embaixador – XLVI

Publicado por: Edu Campos Salles | Categoria: Crônica | em: 18-08-2010

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O médico e o louco

Era chamado de maluco pelos amigos. Ninguém entendia a paixão doente que ele desenvolvia durante todos os anos de sua vida. Paixão que por vezes o abandonava na sarjeta e nem mesmo ao ouvir seus LPs antigos do Noite Ilustrada o animavam a dar a volta por cima. Quem sempre dava a volta por cima era sua paixão. Em espaços não-determinados. Corriam-se anos, décadas, séculos para quem ama. Mas a alegria voltava, nem que fosse por poucos minutos. Cada minuto era precioso e enquanto durava, era uma eternidade.

Por isso mesmo, ninguém o entendia o maluco. Como alguém pode se contentar a ter tão poucas alegrias. A pressão em casa já era insuportável para procurar ajuda médica. Mas o maluco sabia que não era maluco. Um belo dia, temendo por sua sanidade, agenda uma visita ao homem de branco. Não o pai-de-santo, mas o psiquiatra. Após uma bateria de exames, a então esperada conversa com o médico:

- Vamos aos fatos doutor. O senhor descobriu o que eu tenho?

- Infelizmente os seus exames acusam um quadro agudo de loucura. A terapia será com os mais modernos métodos de tratamento como eletrochoque, manipulação de remédios controlados e se precisarmos, até lobotomia.

- Mas tudo isso?

- Se nada adiantar, o tratamento será feito em sessões intermitentes de dois tempos de 45 minutos, nos jogos do América. Desde já esclareço que muitos não agüentam essa fase final do tratamento.

- Mas doutor, eu sou America e sou figura carimbada nos jogos. Sou presença mais certa que as bandeirinhas de escanteio.

(Pausa dramática)

- Então, meu caro, seu caso está perdido. Levanta, sacode a poeira e dê a volta por cima.

E lá foi o louco, com sua camisa do América para Edson Passos, em plena quarta-feira. Pontual que sempre foi, entrará de graça, por causa da promoção. E no domingo, às 16h, vai esperar na arquibancada o time entrar em campo, para mais duas sessões de 45 minutos. Quem sabe, recebe alta. Mas louco, o maluco sempre será.

Mecão “segura o tchan” e volta ao G2

Publicado por: Equipe ANR | Categoria: Crônica, Noticias | em: 15-08-2010

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O America encontrou no lanterna Camaçari a oportunidade perfeita para se reabilitar e, de quebra, voltar ao grupo dos dois classificados para a fase de mata-mata da Série D do Brasileirão. Em partida conturbada que começou com mais de uma hora de atraso por falta de UTI móvel, vitória rubra por 2 a 0 sobre os donos da casa, pela penúltima rodada do Grupo A7.

Aos 29 minutos do primeiro tempo, Vinícius mandou uma bomba de fora da área. O goleiro rebateu e, na sobra, Bruno Reis abriu o marcador para os rubros. Aos 41, Hugo foi derrubado na área. Pênalti cobrado pelo estreante Fabiano: 2 a 0, placar final no Estádio Armando Oliveira.

Com o resultado, o America voltou a vice-liderança do grupo, com nove pontos, e precisa apenas de uma vitória na última rodada, em casa, contra o Uberaba, para garantir a vaga para a segunda fase. Os rubros podem se classificar até mesmo em caso de empate, dependendo do saldo de gols de uma possível vitória do Rio Branco sobre o lanterna Camaçari, sem chances de classificação.

Caso se classifique, a tendência é que o America enfrente o Madureira na segunda fase, com a decisão sendo realizada no Estádio Aniceto Moscoso, palco da estreia rubra no Rio de Janeiro pela Série D. O Mecão só termina como líder caso tire uma diferença de 12 gols.

A partida

Estádio Armando Oliveira (Camaçari-BA)

Árbitro: Flávio Feijó de Omena (AL)
Assistentes: Carlos Jorge da Rocha e Rondinelle Tavares

America: Cléber; Thiago Maciel, Ávalos, Luiz Antônio e Bruno Santos; Mael, Joziel (Márcio Gomes), Bruno Reis e Vinícius (Nélio); Hugo e Fabiano (Felipe). Técnico: Gabriel Vieira.

Camaçari: Alan; Maicon, Victor (Jefferson), Roque e Cristiano (Maílson); Totinga, Claudio, Willian, Gil e Dinho; Uillians e Éder. Técnico: Quintino Barbosa.

Cartões amarelos: Victor, Roque, Totinga, Cristianho, Maílson e Dinho (Camaçari); Thiago Maciel, Ávalos, Fabiano, Mael e Bruno Reis (America).

Cartão vermelho: Maílson (Camaçari)

Gols: Bruno Reis 28′/1ºT e Fabiano 41′/1ºT (America)

Coluna do Embaixador – XLV

Publicado por: Edu Campos Salles | Categoria: Crônica | em: 11-08-2010

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Entre o sofrimento e a vergonha

As vitórias são sofridas, as derrotas vergonhosas. Uma preparação foi feita e o técnico que fez uma ótima Taça Rio, montou o time que desejara. Qual o motivo dessa campanha tão irregular? A defesa na Série D tomou 11 gols em 4 jogos. Na Taça Rio, em 8 jogos o América havia sofrido 8 gols. Não há ataque que dê jeito. E olha que para minha surpresa, o ataque vem funcionando. Seria esse o problema? Somos ofensivos demais? O que fazer para reverter números tão escandalosos em uma defesa tão ruim quanto a nossa? Sim, porque o adjetivo mais elegante para definir nosso sistema defensivo é esse. Horrorosa e ridícula também caberiam. Sorte nossa que dividimos o prêmio com o fortíssimo Nauás, do existente Acre.

Qualquer americano tem respostas ensaiadas na ponta da língua. E uma lista de atitudes a serem tomadas para tentar reverter essa situação. Nosso técnico não queria que o time começasse a Série D com 100%. Alegava que o time precisa subir durante o campeonato. Concordo com ele, sabemos que um time pode fica melhor sendo mais rodado. Mas não é isso que acontece. O equívoco está formado. Nossa estratégia é um desastre. Nosso sistema falido.

E agora, Gabriel?

Tamanho desapontamento gerado pelas “derrotas quadrúpedes” deste time me faz temer e respeitar o virtual eliminado Camaçari. Nosso rival nessa disputa pela segunda vaga é o time que nos humilhou nessa última rodada. Rio Branco que encara um Uberaba quase classificado. Triste é constatar que na quarta rodada da quarta divisão nacional depois de goleadas de quatro gols fora de casa, o América precisa fazer contas, torcer pra times rivais, contar com a sorte. Pensei que esse panorama mudaria.

O América não encara com seriedade a mais importante competição dos últimos anos. Mas seja o time ruim que for, eu estarei sempre torcendo.

America perde para o Rio Branco, mas segue na briga

Publicado por: Equipe ANR | Categoria: Crônica, Noticias | em: 08-08-2010

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O atacante Wellington marcou o único gol do time na partida (foto: AFC/arquivo)

O atacante Wellington marcou o único gol do America (foto: AFC/arquivo)

Depois de duas vitórias consecutivas, o America sofreu, neste sábado (7), sua segunda derrota na Série D do Brasileirão. Em Vitória (ES), o time perdeu por 4 a 1 para o Rio Branco, e caiu para a terceira posição do grupo A7, com seis pontos, um a menos do que os capixabas, e três atrás do líder Uberaba (MG). No próximo domingo (15), o Mecão enfrenta o lanterna Camaçari (BA), na Bahia, com a obrigação de vencer para seguir na briga pela classificação para a próxima fase.

O Mecão iniciou bem a partida, com bom toque de bola e com uma proposta ofensiva. Logo no primeiro minuto, Hugo avançou pela esquerda e chutou forte, para fora. Aos 9, foi a vez de Da Costa invadir a área pelo mesmo lado e soltar uma bomba que bateu na base do travessão e foi para fora.

Com o controle das ações do jogo, o America se aproximava do primeiro gol, mas foi surpreendido três minutos depois pelo volante Eduardo, do Rio Branco, que contou com o gramado irregular para acertar um chute de fora da área. A bola bateu numa elevação do piso e enganou o goleiro Cléber. Atrás do marcador, os rubros se encontraram de novo em campo aos 30, e quase empataram após forte chute de longe de Bruno Reis, que obrigou o goleiro Walter a fazer grande defesa.

Bobeira na área e pênalti duvidoso decretam derrota

Na volta para o segundo tempo, o America manteve a mesma postura ofensiva, mas acabou cedendo espaços para os cruzamentos. Aos sete, Cleiton recebeu bola na esquerda, dominou e chutou no canto de Cléber. Três minutos depois, em dividida na área, a bola bateu no braço de Da Costa e o árbitro marcou pênalti duvidosíssimo, convertido na sequência por Eduardo.

Apesar dos três gols de desvantagem, o Mecão apresentava espírito guerreiro e buscava o placar, sem desistir de nenhuma bola. Aos 15 minutos, Da Costa fez excelente jogada pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para Wellington, que se antecipou à zaga e tocou para o fundo da rede, marcando seu quinto gol em quatro jogos na Série D. Um minuto depois, Hugo recebeu na pequena área, mas, na divida com o goleiro, tocou por cima do travessão aquele que poderia ter sido o segundo gol do time.

Com 30 do segundo tempo, o America perdeu Da Costa, expulso, e logo depois Luiz Antônio, lesionado depois de choque de cabeça com um adversário. Com um a menos, os rubros ainda sofreram o quarto gol, aos 40: após cruzamento da direita, Humberto testou no contrapé de Cléber e decretou a vitória capixaba.

O America pode voltar à zona de classificação caso vença o Camaçari, no próximo domingo, e o Rio Branco perca ou empate com o Uberaba, em Minas, no sábado. O Mecão chegaria a nove pontos, contra, no máximo oito dos capixabas, e dependeria apenas de si mesmo na rodada decisiva, dia 25, contra os mineiros, no Rio.

A partida

Estádio Salvador Costa (Vitória/ES)

Árbitro: Raphael Claus (SP)

Assistentes: Rogerio Zanardo e Celso de Oliveira (SP)

America: Cleber; Thiago Maciel, Rafael Dias, Luiz Antônio (Arcelino) e Da Costa; Joziel, Mael e Bruno Reis (Márcio Gomes); Alex Dias (Vinícius), Wellington e Hugo. Técnico: Gabriel Vieira.

Rio Branco: Walter; Emerson, Wedson, Nino e Flávio; Guaçuí (Bruno), Gil Baiano, Eduardo e Roni (Emílio); Cleiton e Evandro (Humberto). Técnico: Toninho Andrade.

Gols: Wellington (15′/2ºT) – AFC / Eduardo (12′/1ºT e 10′/2ºT), Cleiton (7′/2ºT) e Humberto (40′/2ºT) – RBAC

Cartões amarelos: Da Costa e Alex Dias (AFC) / Wedson, Flávio e Evandro (RBAC)

Cartões vermelhos: Da Costa (AFC)

Coluna do Embaixador – XLIV

Publicado por: Edu Campos Salles | Categoria: Crônica | em: 04-08-2010

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Sobre metáforas e nada mais

“Se quiseres ter uma bela árvore, escolha bem as sementes” diria um velho sábio a qualquer conselho que lhe viesse a ser pedido sobre alguma ação feita no presente, que desencadeará em um momento do futuro. A sabedoria popular é algo fascinante, que não aprendemos em universidades, muito menos embaixadas. É na rotina, é no trivial, é na coisa sem importância. Uma árvore cuja raiz é fraca não se sustentará por muito tempo. Ao menos que você tenha características de Sumaúma, esse conselho é importantíssimo. Sumaúmas são árvores amazônicas gigantescas com raízes diminutas. Seria da regra, a exceção. Um ataque florido e uma defesa com cupim. Uma hora, as flores não servirão para mais nada, e a árvore ruirá.

“Trate os outros como gostaria de ser tratado” insistiria o velho sábio, que na vida descobriu que gentileza gera gentileza. Para virar gado, só falta a marca de ferro quente. Tristes aqueles que sofrem para cumprir um simples ritual. Em contrapartida, protegidos em suas bolhas refrigeradas, gente que já foi povo, que saiu do povo. Que fila não precisa enfrentar, que a chateação não lhe chateará. Assistir o jogo do time do coração às vezes é o único lazer de muitos torcedores. E pensar que em outra administração, tão criticada por nós, este velho, igual a todos vocês, nem melhor nem pior, nunca sentou na arquibancada com a cabeça quente. E num simples jogo do América. Coisa que tem se repetido com frequência.

“O apressado come cru”, diria eu. O Rio Branco me proporcionou em dois minutos o pior início de jogo do América que eu já havia presenciado. E convenhamos que eu já presenciei um bocado de jogos. Quase que visceral foi a virada americana, com requintes de crueldade, no fim da partida como reza a cartilha dos jogos inesquecíveis. América e Bragantino, numa Série C de um pretérito nem tão perfeito assim, também foi. Só esperamos um final diferente. Mas não podemos esquecer essa mancada do passado.

Então, cuidemos de nossas raízes, de nosso povo. O América é uma árvore, quem rega somos nós, mas o jardineiro se chama Gabriel Vieira.