Coluna do Embaixador – XXXVI

Publicado por: Edu Campos Salles | Categoria: Crônica | em: 09-03-2010

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Quase um GRE-NAL

O relógio marcava 16:27h quando pisei no início da Rua Bariri. Devidamente vestido com uma camisa retrô do América, infelizmente sem a companhia habitual dos meus filhos e netos. Passando por um grupo de jovens, de alguma facção do Olaria, escutei gracinhas de todo o tipo. A coragem vem em bandos. “Vovô, hoje o clima vai ser de Gre-nal”, foi a frase que pesquei no ar e que achei mais interessante. Com certeza o jovem que cunhou essa bela pérola não conhece as histórias de confronto entre Olaria e América. Ou talvez saiba e queira mudar isso.

Se no Sul, Internacional e Grêmio são forças equivalentes e intimamente ligadas, as versões cariocas, segundo o jovem da Bariri, precisaram se encontrar numa Série B estadual para aflorar alguma coisa, que muitos acham que seja rivalidade. A rivalidade aqui seria desleal. Como sempre, seria o América contra um time e mais uma facção de árbitros, sempre com intenções dignas da política nacional. O segundo tempo mais longo da minha vida. E olha que acompanho o futebol desde a época em que o América ganhava um ano sim, outro não…

O time parece que ouviu a frase lançada ao ar. Entrou com uma disposição que ainda não tinha visto nesse Cariocão. Digno de Gre-nal. As emoções também. Gols perdidos aos tantos que só servem para exercitar o coração. Até que… Dance Paty, dance. Claudemir entrava na dança e marcava um gol quase que inacreditável, pelo menos do ângulo onde este velho estava. Digno de Gre-nal. O susto de Ciro. O jogaço de Mael. A bela atuação de Adriano. Os gols perdidos de Jones. O chute que Roberto deu na insegurança. As substituições certas de Gabriel. Morteiros de um lado, chuva de papel higiênico do outro. Se o Olaria vencesse, seria algo épico. Para o América, o jogo foi mais uma vitória contra a escuridão esportiva. Escuridão que nos brindou segundos depois do longo segundo tempo terminar. Escadas, escuridão, idosos. Digno dos bueiros.

Não é assim que nasce uma rivalidade. Para mim, antes de nascer, já está sepultada. Me desculpem os torcedores do Olaria, mas nunca seremos rivais. E nesse Gre-Nal, deu América.

Parabéns aos bravos do América. E o Olaria finalmente perdeu para um time grande.

Nascido em 1934, o embaixador Eduardo de Campos Salles desde cedo tem a camisa rubra como primeira pele e o terno diplomático como segunda. Com 25 anos, já ingressava no Instituto Rio Branco, começando assim sua longa carreira nas relações internacionais. Mesmo longe do Brasil, não deixava de acompanhar seu querido América.

Kuala Lumpur, Belgrado, Oslo, Auckland foram algumas das cidades onde trabalhou. Mas é em Mesquita que o embaixador se sente em casa. Com a aposentadoria, em 2008, veio a oportunidade de viver intensamente sua única paixão como colunista do America Na Rede.

Comentários (11)

PARABENS MAIS UMA VEZ AO NOSSO EMBAIXADOR SABIO COMO NUNCA NA SUA FORMA DE SE DIRIGIR E FALAR DO NOSSO MECAO, A DIFERENCA JA COMECA AI O MECAO E ASSIM CULTURA PURA. QUANTO A ELES COMO PODEMOS CLASSIFICAR ESSA GENTE, QUAL SERIA O ADJETIVO IDEAL PARA ELES?
VAMOS LA SANGUE

Os quatro pilantras e o Canalha presidente da FERJ

Na situação atual deste estadual, parece que não há rivalidade fora dos chamados quatro grandes.

Quatro grandes uma vírgula. Quatro pilantras.
Quatro times que não jogam fora de casa. Nunca.

Se não bastassem já ter mais dinheiro para contratações, estes times são ajudados pelo canalha do presidente da FERJ.

Vocês já procuraram, ao analisar a tabela, ver quando é que, por exemplo, o Flamengo, jogou fora de casa?

Ele jogou contra o Macaé…em Campos!
Contra o Resende… em Volta Redonda!

O Bangu jogou contra o Vasco…no Engenhão!
O Tigres contra o Fluminense…no Engenhão!
Nosso América contra o Vasco…no Engenhão!

E por aí vai.

Enquanto isso, temos que jogar em Friburgo, em Xerém, em Olaria. Ou seja, fora de casa, de verdade. Além disso, só nos dão 400 ingressos, porque nossa torcida é pequena, dizem.
Pois é, mas havia bem mais de 400 na Bariri, e os funcionários do Olaria deixaram vários torcedores do América entrarem depois, pois não havia mais ingressos.

Quando saímos, o que se comentava, na torcida, no “breu” do estádio, porque os ordinários do Olaria apagaram os refletores, era que, provavelmente o jogo com o Fluminense mudaria de local.

Enquanto isso, temos que ler, de Renato Maurício Prado e Calazans, entre outros, que o campeonato estadual é fraco e sem-graça, pois os times menores são muito ruins e o ingresso é caro.
Ninguém comenta que, quando os times chamados grandes jogam na casa dos outros, o que não ocorre desde 2008, eles perdem pontos e, por conseguinte, o campeonato fica mais equilibrado.

NINGUÉM comenta que, mesmo os times que têm bons estádios, como o América e o Tigres, não podem jogar em casa contra os quatro pilantras.

Flamengo e Botafogo NUNCA venceram o América em Édson Passos. Fluminense e Vasco têm muitas dificuldades para ganhar do América lá.

Está na cara que o objetivo é colocar os quatro pilantras, com mais torcida, nas finais. E, obviamente, quando um ou outro time começa a atrapalhar, é só mudar o local do estádio, com a desculpa imbecil, deste presidente calhorda da FERJ, de que a televisão tem dificuldade de transmitir a partida.

Engraçado, ano passado, ela não teve dificuldade de transmitir vários jogos do América na Série B…

Quem é o idiota da TV que fez esta sacanagem com o América?

O canalha da Ferj, já sabemos que é.

O presidente do América deveria soltar uma nota de repúdio.

Cadê o Calazans, o Renato Maurício Prado e os outros colunistas, que não falam sobre isso?

Nobre Embaixador,

duas colocações sua me chamam atenção, a primeira:
“E o Olaria finalmente perdeu para um time grande” e é exatamente assim que também analiso.
A outra de brilhante lucidez: “Como sempre, seria o América contra um time e mais uma facção de árbitros, sempre com intenções dignas da política nacional”. Nesta tudo que se diga é pouco em relação aos fatos, a história se repete, tanto na política como nas federações e arbitragens. Acredita você Embaixador que este País ainda tem jeito?
Continuo a acreditar que o Mecão será campeão do carioca 2010 – com garra, muita luta e empenho, porque o America é assim.

Pensem Grande,

Vamos ser campeões brasileiros, da série A, aí fica fácil reclamar.

O Estadual não tem nenhuma importância. Basta lembrar que o Muricy for demitido do São Paulo mesmo sendo tri do Brasileiro. Hoje o importante é disputar e ganhar a Libertadores.

Qual você acha que seria o percentual da torcida do flu no nosso estádio?

Acho que pensar grande é garantir a série D, montar estrutura de CT, ter caminhões de revelações saindo das divisões de base.

O América não voltará a ser grande em um dia, fomos maltratados por décadas.

Com relação aos clássicos, perguntem aos torcedores dos 4 grandes o que acham de jogar contra nós. Vitória por poucos gols não é nem comemorada.

Saudações

O Eurico é mesmo muito sem vergonha!!!
Na segunda eles roubaram o Riostrense dentro da casa do adversário…
Só que, com o America o buraco foi mais embaixo…
E nem de longe eles conseguiriam rivalizar historicamente conosco.
Talvez nos últimos 10 anos haja equilíbrio, mas se contar quem leva vantagem (imensa)…
Quem quiser receber os jogos do Mecão até 2007 eu mando por e-mail…
Aí, é só conferir!

Caro Carlos Silveira,

ficaria grato e gostaria de ter acesso a esses jogos que você diz poder disponibilizar. Use para remessa o email: solrac@ufc.br
Sds. Americanas

Caro amigo e xará, Carlos Roberto Cardoso…
Enviei para o seu e-mail 3 arquivos em exxel sobre nosso Mecão.
Só me confirme se chegou, pois as vezes (quase sempre) me enrolo com essas novidades eletrônicas.
Saudações rubras.

Temos que lembrar que essa geração não conhece a história do America.
Se conhecesse, perceberia que a comparação com Gre-Nal é totalmente favorável a nós, já que, como o pequeno Olaria, são fregueses históricos.
Um deles também apagou a luz do estádio, embora com a partida em andamento, para não sofrer vergonha maior.
Mas conhecimento não é o forte dessa geração pitbull ignorante. É uma pena.

Exatamente isso, Nobre Embaixados:

Os rivais do América são os árbitros, a federação e depois os sempre protegidos componentes do quarteto fantástico da globo…

Quanto ao Olaria ?…Seu rival é o Bonsucesso, talvez o Madureira e só.

Até o embaixador entrou na onda da “Paty Dance” !
Ha ha ha !

Obrigado Caro Embaixador.
Teu texto nos alivia um pouco.
Ao lê-lo trocamos a sensação de garfados pelo sentimento de orgulho(bem dosado)de partilharmos contigo desta bem querência histórica pelo América.
Muita paz.
Mauricio.

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